segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do professor

Hoje é o dia do professor


    O que falar dos educadores? Lembro-me com muito carinho de todos os meus professores e minhas professoras, Daqueles que fizeram a diferença e de outros nem tanto. Acredito que muito do que sou hoje devo a eles, pessoas que de alguma forma, interferiram nas minhas aprendizagens.
     Busquei a área da educação, pois a escola sempre foi um local de prazer para mim, local em que aprendi além dos conhecimentos. Aprendi a valorizar os instantes, a respeitar o outro, as diferenças. Aprendi a escutar uma boa música e apreciar uma obra de arte.
    Penso hoje qual é a nossa função de educadores em uma sociedade diferente, cheia de informações, de diferentes valores, diferentes organizações da família... É, a nossa função é educar, fazer a diferença, acreditar e respeitar cada ser humano que na nossa frente está. É saber dizer sim e não, cumprir com as palavras, ser coerente com as ações.
    Para os alunos somos modelos, somos referência. Isto é de muita responsabilidade... 
     Gosto de trabalhar com as crianças e com aqueles que serão professores... Entender os olhares dos alunos, os silêncios, as raivas, os gritos, as risadas, enfim, qualquer tipo de reação.
     Parabenizo todas as minhas alunas que estudam para ser professoras, todas as professoras que fazem parte da minha equipe, todos os professores que eu tive, enfim, aqueles professores que hoje fazem a diferença...
   Espero que não sejamos lembrados apenas hoje, mas sempre...

Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.
Paulo Freire

domingo, 14 de outubro de 2012

Aprendizagem da geração delivery

Hoje resolvi falar um pouco desta geração que está ai, aquela que recebemos todos os dias nas escolas. Uma geração que nasceu na década de 90, já inseridas na sociedade da informação. Para Pozo, a sociedade da informação nem sempre pode ser chamada de sociedade do conhecimentos, pois nem toda a informação é transformada em conhecimento. Esta questão é importante para pensarmos que os alunos estão a todo tempo imersos nas informações. estímulos. Por um lado é positivo, pois há uma abertura para uma cultura geral, mas por outro lado entende-se que muitas destas informações perdem-se e podem chegar à uma desatenção nunca vista na escola. Fazendo um levantamento indireto, sem fazer uma pesquisa profunda, nota-se que nunca houve tantos alunos sem concentração e atenção. Nunca foi obtido tantos diagnósticos de TDAH. O que está acontecendo? Acredito que uma das causas é o grande avanço do desenvolvimento das TICs. A tecnologia caminha num desenvolvimento tão grande que não conseguimos dar conta das transforações rápidas. Isso auxilia na injeção de diversos estímulos, seja pelo vídeo game, pelo computador, enfim, com as novas formas de lidar com o mundo. Hoje eu aperto um botão e falo com o outro lado do mundo, não preciso memorizar telefone, memorizar os compromissos. As agendas eletrônicas fazem com que a gente utilize de forma precária a memória, a qual, para Vigotski, é uma função cognitiva superior, necessária para a aquisição da linguagem. Outra mudança que revolucionou foi a questão dos instantâneos e do delivery. Passo de carro, pego meu lanche e posso comer no próprio carro; fervo a água, em dois minutos meu macarrão já está pronto. Ligo e peço meu jantar... O mundo está eletrizante, não há tempo para refeição, para a comensalidade, como Leonardo Boff fala, sentar á mesa, conversar, saborear a comida feita por mais de uma hora. Saborear, aproveitar, aprofundar, são palavras esquecidas. O mundo delivery faz com que as pessoas, entrem eletrizantemente,na correria, sem olhar, perceber, saber esperar. Saber esperar é um ato que esta nova geração precisa aprender. Ter paciência, saborear os momentos, não decidir no aqui e agora, precisa aprender a digerir os acontecimentos para tomar decisões. Aqui fica a dica para nós educadores, tento da escola, como da família, fazer com que as crianças aprendam a aprofundar os conhecimentos, saborear os momentos e saber parar... Fica a dica. Abraços a todos, Lia

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Respiração bucal

   Hoje resolvi falar um pouco sobre o que tem chamado minha atenção...  Tenho visto crianças com boca aberta e dificuldade de engolir. 
      Em Curitiba há grande caso de renite, sendo esta uma das causas da respiração bucal.
      Nosso organismo é organizado para respirarmos pelo nariz. Quando isso não acontece, além de entrar as impurezas do ar, poderá haver alteração de arcada dentária, a deglutição poderá ficar alterada, assim como pode ocorrer trocas na fala.
       Como saber se a criança respira pela boca: 
  • boca constantemente meio aberta;
  • Língua no soalho da boca;
  • ronco ao dormir;
  • baba ao dormir;
  • baba durante o dia;
  • dificuldade para engolir;
  • uso contínuo de chupeta (usar até, no máximo, 2 anos);
  • uso contínuo de mamadeira;
  • dedo na boca.
Observe na figura o formato da boca do menino. É comum estas crianças terem os lábios ressecados e muita sede, pois a garganta parece estar seca.

ORIENTAÇÕES:

    Primeiramente, procurar um Otorrinolaringologista. Fazer todos os exames. Quem trata da respiração é o Fonoaudiólogo. Porém para fazer o tratamento é necessário ver se nada está obstruindo a respiração.

Por hoje é isto. Fica aí minha dica.
Até mais,
Lia

terça-feira, 28 de agosto de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

A rotina que faz bem às crianças - Ensino - Gazeta do Povo

Tenho conversado com pais a respeito da rotina das crianças. Notamos, no cotidiano  da escola, que muitas crianças apresentam dificuldade em aprender, em resolver os problemas mais simples. Uma das causas desta dificuldade é a falta de rotina e autonomia por parte dos alunos. Este hábito inicia em casa. Crianças sem nenhuma responsabilidade em casa, sem rotina, têm dificuldade em se organizar na sala de aula e, consequentemente, dificuldade na aprendizagem. 
Vale a pena ler o artigo a seguir.
Lia

A rotina que faz bem às crianças
Há quem pense que horários definidos servem para colocar as crianças nos eixos, mas a sua utilidade vai além disso. O hábito é importante para o bom desenvolvimento dos jovens
Ensinar uma criança a ter autonomia, segurança e estabilidade e levar isso para a vida adulta não é tarefa fácil. A rotina mostra-se uma grande aliada de pais e educadores que têm esse objetivo. No entanto, enquanto as escolas costumam ter organizados os horários para todas as atividades, em casa, a organização de tempo costuma deixar muito a desejar.
Sem horário definido para acordar, para a alimentação, higiene ou lazer, é comum a criançada apresentar quadros com algum grau de ansiedade e insegurança. Isso acontece porque a infância é a fase da vida em que muitas transformações cena e a instabilidade já se apresenta internamente. “O mundo externo tem de ser organizado para que o potencial biológico da criança se desenvolva [bem]”, diz a pedagoga Sandra Dias Costa, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Diálogo único
Alguns acontecimentos podem tumultuar a rotina das crianças. Cabe à família se organizar para evitar prejuízos aos pequenos:
Em casas separadas
Quando o pai vai para um lado e a mãe para o outro, muitas vezes a criança divide seu tempo entre os dois e, em alguns casos, ganha mais uma casa para morar. Mesmo que a relação entre os pais tenha acabado, ambos precisam definir a rotina da criança e colocar em prática o que foi combinado.
Breaks
As férias e os fins de semana costumam ser sinônimo de descanso, mais lazer e menos responsabilidades. Mas não é recomendável deixar as crianças totalmente livres. Ao menos uma rotina básica, com horários para alimentação e sono não muito diferentes do habitual, ajuda a evitar que a segunda-feira ou a volta às aulas seja um sofrimento.
Sem consenso
Os pais determinam alguns compromissos, porém o cuidador não cumpre, a tia burla e a avó contesta. Essas divergências familiares são comuns, mas atrapalham a educação e a rotina dos pequenos. “Para dar certo, todos têm de ser parceiros e falar a mesma língua”, diz a pedagoga Sandra Dias Costa.
É preciso afeto e flexibilidade
A palavra rotina não deve estar ligada à disciplina rígida e não pode ser estabelecida de forma severa. A pedagoga Sandra Dias Costa explica que a definição de horários e compromissos deve ser feita com afetividade e flexibilidade, de forma que a criança sempre se sinta em um ambiente organizado e possa entender que a rotina pode ser modificada. “Muitas crianças têm agendas cheias de atividades que nem sempre são desejadas. A família precisa conversar e se organizar. Todos devem falar a mesma língua, lembrando que o exemplo dos pais vale muito”, diz.
Para avaliar se a rotina está adequada à criança, alguns sinais podem ser observados. “O cansaço, o ritmo de sono e a alimentação e como a criança está respondendo a isso podem mostrar se ela está conseguindo se adaptar ou não. Às vezes, ela pode apresentar também problemas de retenção de fezes e dificuldades em usar o banheiro”, lembra a psicóloga Manuela Christ Lemos.
Competências
É preciso tentar manter o imprevisível dentro da previsibilidade. “As crianças chegam sem maturidade neurológica ou psicológica em um mundo social já construído. É a rotina que passa segurança e estabilidade e permite que meninos e meninas construam as próprias referências e desenvolvam autonomia”, diz Sandra. Além de questões do desenvolvimento cognitivo, uma rotina bem estabelecida também contribui para estimular competências sociais. Aí entram a pontualidade e a organização nos estudos ou no trabalho, por exemplo.
Para a psicóloga Manuela Christ Lemos, a rotina é essencial também para que a palavrinha mais falada nos últimos tempos relacionada à educação seja assimilada: limites. O hábito seria a base para estruturar os limites. Por meio da rotina, a criança aprende que não tem acesso a tudo o que quer, na hora que bem entende. “Assim ela vai aprendendo a vivenciar as frustrações e percebendo o que é realidade e possível e o que é fantasia ou desejo”, afirma a psicóloga, que é especialista em Terapia Cognitiva Comportamental.
Desde bem pequenos, Luanna e André, 11 e 9 anos, respectivamente, aprenderam com os pais que os compromissos não podem ser deixados para depois, como conta sua mãe, Sandra Mara Barbian, 44 anos. Enquanto André sofre para acordar cedo para as aulas de futebol, Luanna tem a semana dividida entre escola, natação, catequese e aulas de inglês. Mas há espaço para ajustes em alguns horários. “Eles reclamam quando estão cansados para estudar e pedem para continuar no dia seguinte. Às vezes paramos para relaxar e retomamos depois. Mas eles estão bem cientes de que não têm outro caminho: é preciso estudar”, diz.

Gazeta do povo 08/05/2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Noites mal dormidas alteram metabolismo e causam doenças - Saúde - Gazeta do Povo

Noites mal dormidas alteram metabolismo e causam doenças - Saúde - Gazeta do Povo
É importante este texto, pois muitas crianças que apresentam problemas de sono, têm apresentado alterações na aprendizagem.

sábado, 7 de abril de 2012

O caminho ao aprendizado é árduo; difícil; necessita de pré-disposição... Mas quando alcança o aprendizado... Sensação maravilhosa...

Estudar pode ser chato, aprender, não

Por Paulo Barreira Milet | Eschola.com – 11/03/2012 23:33:00
Aprender é um momento mágico que acontece quando a informação vira conhecimento. Isso é uma transformação que ocorre dentro do cérebro humano. É um click! Aquelas palavras encadeadas que procuravam dar um sentido a um conjunto de informações, de repente, click! Viraram conhecimento.
Esse momento mágico é que devia ser o objetivo de qualquer escola. Ensinar a aprender. Ensinar a transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação, que é o próximo passo.
Qual o objetivo do ensino regular? Preparar a pessoa a viver em sociedade, com um conjunto de conhecimentos que permita a ela se inserir nesse ambiente, se relacionar, produzir, consumir, enfim, viver!
Várias são as funções básicas para que isso seja possível. Uma delas é a comunicação, o uso da linguagem para exprimir idéias e sentimentos e compreende-los. Outra é a matemática. A correlação quantitativa das coisas e eventos. Outra mais , a história. O relato dos o quês e por quês que trouxeram o mundo em geral e o nosso país em particular até aqui. Outra, as Ciências, tratando da natureza, do ser humano e das suas interrelações nos níveis químicos, físicos e biológicos. E o nosso ambiente? A Geografia, a ecologia, e as relações sociais.
Esse entendimento, que deveria ser primário, talvez não seja reconhecido pelos alunos como o objetivo do aprendizado. Talvez para eles o mais correto seria dizer: eu estudo para passar, ou estudo para me formar, ou estudo para ter um emprego e ganhar dinheiro.
A finalidade básica do aprendizado foi esquecida e mais do que isso foi deturpada. O estudo virou uma obrigação desagradável, como também o trabalho. Não precisa ser assim. Tanto um (estudo) quanto outro (o trabalho) devem ser atividades prazeirosas. O aprender nunca é chato. Estudar, sim, pode ser.
Imaginem um indiozinho há 500 anos. Quando ele saia com o pai, para aprender a caçar ou pescar, o que era isso? Uma atividade lúdica onde a finalidade era bem clara e que , assim que concretizada, habilitaria o jovem índio para o futuro.
Essa correlação se perdeu atualmente em função da variedade e complexidade das informações e conhecimentos que temos disponíveis para nós e que precisam ser usadas para produzirem informações, ações e conhecimentos que poderemos usar e vender para o nosso sustento.
Alunos, pais e professores, devem descobrir a forma de fazer com que nossos jovens sintam como o jovem índio, que aquele aprendizado tem valor e além disso, é gostoso.
Essa deve ser a nossa busca.
 
Nossos jovens que estão hoje na faixa do vestibular, em torno dos 18 anos, trabalharão cerca de 50 anos até a aposentadoria, se até lá ainda existir essa figura. Nesses 50 anos, em média trocarão de profissão pelo menos meia dúzia de vezes. Serão técnicos do assunto A, depois gerentes, depois o assunto A vai virar B, a tecnologia criará C que derivará em D e assim sucessivamente.
 
O aprendizado na faculdade estará tão datado quanto um litro de leite no mercado. Teremos prazo de validade para o nosso conhecimento, que estragará se não for consumido a tempo, ou reciclado.
Temos a oportunidade agora com a Internet. As informações estão lá. Nunca antes pudemos estabelecer uma correlação tão forte quanto agora, entre o que podemos aprender e como podemos aplicar em nossa vida. Muitas das profissões hoje em dia (e cada vez mais) são substancialmente baseadas em informações e o seu tratamento. São o mundo dos bits (jornalismo, direito, tradução, pesquisas, economia, administração..). Essas profissões serão quase que totalmente exercidas via Internet. Nas outras, que tratam do mundo físico (medicina, engenharia...) o componente informação será cada vez maior.
Precisamos aprender sobre processos e projetos independente de “para que”. Precisamos aprender sobre clientes e fornecedores independentes de quais. A metodologia e a tecnologia empregada vai ser a do momento. Não podemos nos apegar a nossa profissão original porque não sobreviveremos. Vamos procurar sempre o porque das coisas e saber que o “o que “ e o “como” são circunstancias.
Vamos aprender sobre pessoas, relacionamentos e comunicação. Entender o que motiva e o que afasta. Entender que apenas duas emoções movem a humanidade. O amor (prazer, satisfação, felicidade) que faz com que procuremos nos aproximar e o medo (dor, raiva) que faz com que procuremos nos afastar.
Aprender o que é natural e o que é cultural. Os dois são importantes. Comer é natural. Comer com talher é cultural. Necessidades fisiológicas são naturais. Usar o banheiro é cultural. Sexo é natural. Com camisinha é cultural. Entender que o cultural é vinculado ao tempo em que a ação se situa. O conceito de certo e errado e bem e mal é cultural e depende do que a sociedade combinou por meio de constituição, leis, portarias, regulamentos, códigos, acordos etc.
Quando será que nossos jovens vão aprender dessa maneira?

Matéria retirada do site: http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Estudar+pode+ser+chato%2c+aprender%2c+n%C3%A3o

terça-feira, 27 de março de 2012

O cinema em sala de aula

     Os filmes podem funcionar como recursos educativosTrabalhar com filmes em sala de aula para levantar temas de debates a partir das obras é uma maneira interessante de complementar os conteúdos pedagógicos, usada por muitos professores, desde a educação infantil até a graduação. Mas para alcançar bons resultados é necessário planejar essas aulas com antecedência, definir os temas que serão abordados, tornando as aulas realmente produtivas, além de dinâmicas e atrativas para os estudantes.
      Segundo a psicóloga do Colégio Sion, Maria Cristina Montingelli, os filmes são uma ótima opção a ser usada em sala de aula, uma vez que a linguagem audiovisual é a linguagem dessa nova geração, além do que, aliar o quesito prazer ao ato de aprender é muito importante no processo educativo e faz com que o aluno fixe melhor o conhecimento. Contudo alguns cuidados devem ser tomados no momento de escolher as obras.
     Assistir ao filme todo, antes de exibi-lo, é indispensável, pois o professor deve adequar a obra à faixa etária da turma. “Para crianças menores, com idade entre 5 e 10 anos, o ideal é exibir um trecho da obra, apenas para ilustrar o conteúdo, pois nessa idade eles costumam assistir ao mesmo filme diversas vezes e, com certeza, a obra apresentada em sala já foi vista pelos pequenos. Assim, a aula não corre o risco de ser repetitiva, despertando o interesse da criança”, aconselha Maria Cristina. Já para os alunos mais velhos, a partir dos 10 anos, os filmes podem ser exibidos na íntegra, mas devem estar sempre aliados a algum projeto: compreensão do contexto histórico, temática da obra, diálogos interessantes, linguagem, entre outros.
   

Ciclo de Cinema e Educação

     No Instituto Superior de Educação Nossa Senhora de Sion (ISE-SION), os debates promovidos com base em produções cinematográficas ultrapassaram as salas de aula e transformaram-se em um evento: O Clico de Cinema e Educação: interfaces com a literatura e a história. O ciclo é realizado uma vez por mês na sede do ISE e traz sempre um palestrante convidado, que escolhe um filme interessante para levantar temáticas relacionadas à educação.
     Na sexta-feira, dia 30 de março, será realizada a terceira edição do Ciclo de Cinema e Educação. Para este primeiro semestre o tema é “A criança e o cinema” e os filmes terão como enredo situações que envolvam a criança em diferentes processos educativos. E o primeiro ciclo de 2012 contará com a presença da doutora Milena Martins, do departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
     Ela irá debater com os participantes o universo da criança a partir do filme ‘Nascidos em Bordéis’, sob o tema ‘Literatura para quê?’.De acordo com a organizadora do evento, Gisele Thiel, o objetivo é ampliar o conhecimento dos alunos e demais participantes sobre educação, literatura e história, a partir de obras do cinema. “Geralmente o palestrante apresenta o filme e levanta temáticas específicas, relacionadas à educação, para debate.
        O filme entra como um elemento para se discutir educação”, explica a professora e organizadora do ciclo.O evento já acontece há três anos. Em edições anteriores foram apresentados filmes como o argentino Valentin, 2002, de Alejandro Agresti, para debater o lirismo e o imaginário infantil e o brasileiro Verônica, 2009, de Maurício Farias, no qual o eixo central de discussão foi a violência na educação e o real papel dos professores fora do ambiente escolar. Serviço:III Ciclo de Cinema e Educação: interfaces com a literatura e históriaPalestrante: doutora Milena Martins – UFPRFilme: “Nascidos em bordéis” – 2004, Zana BriskiData: 30/03/2012Local: Instituto de Educação Nossa Senhora de Sion, Alameda Presidente Taunay, 260 – BatelInformações: (41) 3016-0818Inscrições: As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no dia do evento.  

domingo, 25 de março de 2012

Estresse infantil Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na área de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros

Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos superpreparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.” Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem além da infância, como a propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão.

Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.

Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação. “A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com impacto muito grande, como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente”, esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós-graduação em psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR, em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga. “Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrência mais frequente de doenças nas crianças”, disse à ISTOÉ a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que envolveu 169 crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes, os pais nem desconfiam que a enfermidade do filho pode ter raízes no estresse. “Passa tão batido que às vezes a criança é medicada de modo errado”, diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo não é mais novidade para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns”, diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos.

Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.

http://www.istoe.com.br/reportagens/195990_ESTRESSE+INFANTIL?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Conheça a geração Nini - Viver Bem - Comportamento - Gazeta do Povo

Conheça a geração Nini - Viver Bem - Comportamento - Gazeta do Povo

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tablets invadem a sala de aula - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

A pergunta é: será que este instrumento substitui os cadernos? nos concursos futuros as crianças não precisarão mais escrever?
No cotidiano educacional nota-se que os alunos possuem uma grande dificuldade de concentração, muita dificuldade na coordenação fina, grafia, ortografia. Será que os tablets, a maioria com internet à disposição, não será mais um motivo de distração? Qual a sua opinião?

Tablets invadem a sala de aula - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

terça-feira, 6 de março de 2012

Crianças que roncam à noite podem ter problemas de comportamento

Estudo com mais de 11 mil delas mostra que ronco e apneia precedem hiperatividade e agressividade
Crianças que têm problemas como ronco e apneia durante o sono costumam desenvolver distúrbios de comportamento Fábio Guimarães
RIO - Um estudo com mais de 11 mil voluntários acompanhados por mais de seis anos descobriu que as mais crianças novas com problemas para respirar durante o sono são propensas a desenvolver dificuldades comportamentais, como hiperatividade e agressividade, assim como sintomas emocionais e dificuldade de relacionamento, de acordo com uma pesquisa feitas pelo Colégio de Medicina Albert Einstein, da Yeshiva University. O estudo, o maior e mais abrangente deste tipo, foi publicado on-line na última segunda-feira pela revista "Pediatrics".
- Esta é a evidência mais forte mostrada por dados de que roncar, respirar pela boca, e apneia (longas pausas anormais na respiração durante o sono) podem ter sérias consequências comportamentais e emocionais para crianças - disse a coordenadora do estudo, Karen Bonuck, Ph.D., professora de medicina da família e social e de obstetrícia e ginecologia e saúde das mulheres no Einstein. - Os pais e pediatras também devem prestar muita atenção a desordens na respiração durante o sono em crianças muito jovens, talvez até mesmo no primeiro ano de vida.
Problemas de respiração durante o sono (SDB, na sigla em inglês) é um termo geral para dificuldades respiratórias que ocorrem à noite. Suas principais características são o ronco (que é normalmente acompanhado por respiração pela boca) e apneia do sono. SBD costumam ocorrer com maior frequência em crianças de dois a seis anos de idade, mas também em crianças menores. Cerca de uma em cada dez crianças roncam regularmente e 2% a 4% delas têm apneia do sono, segundo a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia do Pescoço (AAO-HNS, na sigla em inglês). As causas mais comuns de SDB são aumento das amígdalas ou das adenoides.
- Até agora, nós realmente não temos fortes indícios de que SDB realmente são precedentes de comportamento problemático como hiperatividade - disse Ronald D. Chervin, coautor do estudo e professor de medicina do sono e de neurologia da Universidade de Michigan.
O novo estudo analisou os efeitos combinados dos padrões de ronco, apneia e respiração pela boca no comportamento de crianças. Os pais foram convidados a preencher questionários sobre os sintomas de SDB em seus filhos em vários momentos, entre os 6 e os 69 meses de idade.
Quando seus filhos tinham aproximadamente 4 e 7 anos de idade, os pais preencheram o Questionário de Força e Dificuldades (SDQ, na sigla em inglês), que é amplamente utilizado para avaliar comportamento. O SDQ tem escalas para avaliar a desatenção e a hiperatividade de uma criança, sintomas emocionais (ansiedade e depressão), problemas de relacionamento, problemas de conduta (agressividade e quebra de regras), e comportamento pró-social (prestatividade, capacidade de dividir, etc.) Os pesquisadores ficaram atentos a 15 potenciais variáveis ​​de confusão, incluindo nível socioeconômico, tabagismo materno durante o primeiro trimestre de gravidez e baixo peso ao nascer.
- Descobrimos que crianças com distúrbios respiratórios durante o sono eram entre 40% e 100% mais propensas a desenvolver problemas comportamentais por volta dos 7 anos de idade, em comparação com crianças sem problemas respiratórios - disse Bonuck. - A maior ocorrência era de hiperatividade, mas vimos aumento da incidência em todas as cinco medidas comportamentais.
Crianças cujos sintomas apareceram cedo, aos 6 e aos 18 meses, eram 40% e 50% mais propensas​​, respectivamente, a ter problemas comportamentais aos 7 anos de idade, em comparação com crianças com respiração normal. Crianças com os problemas comportamentais mais graves eram as com sintomas SDB, que persistiram durante todo o período de avaliação e se tornaram mais grave aos 30 meses.
Os pesquisadores acreditam que problemas de respiração durante o sono podem causar problemas comportamentais, afetando o cérebro de várias maneiras: diminuição dos níveis de oxigênio e aumento dos níveis de dióxido de carbono no córtex pré-frontal, interrompendo os processos restaurativos do sono e perturbando o equilíbrio dos diversos sistemas celulares e químicos. Problemas comportamentais decorrentes desses efeitos adversos sobre o cérebro incluem deficiências no funcionamento executivo (isto é, ser capaz de prestar atenção, planejar com antecedência, e organizar), a capacidade de suprimir o comportamento e a capacidade de autorregular a emoção e a excitação.
De acordo com o AAO-HNS, a cirurgia é o tratamento de primeira linha para SDB pediátrica grave nos casos em que as amígdalas e adenoides são ampliadas. Outra opção é a perda de peso para crianças com sobrepeso ou obesas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/criancas-que-roncam-noite-podem-ter-problemas-de-comportamento-4223958#ixzz1oMcAIeRM
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A importância de trabalhar no momento da concentração da criança

"Certamente, aqui está a chave de toda pedagogia: saber reconhecer os momentos preciosos de concentração, a fim de utilizá-los no ensino da leitura, da escrita, do fazer de conta e, mais tarde, da gramática, aritimética e língua estrangeira" (Maria Montessori)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estude Menino: Matemática: Dicas para Estudar Tabuada

Sabemos que a tabuada é uma tarefa difícil de deecorar.
Segue uma dica interessante.


Estude Menino: Matemática: Dicas para Estudar Tabuada

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lição de casa - quais os limites necessários?

João chegou em casa contando para a mãe a solução que havia encontrado para o fim de seu maior drama atual: ele e o colega fariam um “enunciado” para o fim da lição de casa. Do alto de seus 7 anos, ele queria mesmo era dizer “abaixo-assinado”, mas o que importava não era a palavra, e sim o significado que estava dando a ela. Sentindo-se sobrecarregado de tanta tarefa, João só pensa em encontrar um jeito de dar um basta. Sobrou até para o Saci. Após exaustivos dias de muita lição de casa, a professora mandou ler O Saci, de Monteiro Lobato, e, adivinhem: o menino já o encarou como “tarefa chata e exaustiva” e quer ver o personagem bem longe dele.
Lição de casa. Atire aí o primeiro lápis preto quem não se arrepia na hora que ouve essa palavra. Por mais “certinho” que você tenha sido como aluno, aposto que em algum momento você quis mesmo que a hora da lição acabasse logo para fazer outra coisa. É ou não é? Com um filho com mais de 6 anos em casa, você passa ou vai passar esse aperto. (Porque, antes disso, nem pensar! Se houver tarefas para uma criança na educação infantil, que ela seja só um pequeno treino eventual, sem maiores cobranças.) E o tal aperto pode acontecer por razões simples: crianças saudáveis querem sempre transgredir, a falta de tempo é uma realidade e porque, sim, existe lição de casa chata.
A gente carrega este peso com essas tarefas desde o começo do século passado. Foi lá que nasceu a péssima relação desse dever com punição. “Vocês não se comportaram, então vou dobrar a lição de casa de todos”, costumava sentenciar a professora. O mundo mudou, mas o mal-estar continua – e a necessidade do momento de lição de casa também. “O cérebro precisa de um tempo para assimilar individualmente o que foi aprendido em sala de aula. Quando a criança está na classe, o nível de fixação é outro”, diz Marta Pires Relva, professora de neurociência e aprendizagem da Universidade Cândido Mendes – AVM Faculdade Integrada (RJ). Embora o tema esteja na lista de reclamações há tanto tempo, a vida em sociedade hoje complica um pouco mais a história. De um lado, pais que, na maioria, trabalham fora e contam nos dedos as horas por dia que conseguem ficar com os filhos. De outro, crianças mais ágeis e com uma sede de aprender que tem origem – ou estímulos – em outras formas. Para elas, a lição de casa, decididamente, não pode ser como antigamente.
  Medida e foco
Uma coisa é mais do que certa: a lição de casa não deve ser motivo de estresse para a criança. Deve ter sua medida certa e faz parte do trabalho do professor mostrar o sentido e orientar a criança. Essa relação anda tão confusa que no Canadá e nos Estados Unidos há grandes movimentos de pais pedindo limites para o excesso de tarefas, pelo direito de a criança “aproveitar a infância”. Não é a primeira vez que isso acontece, mas o dever chegou a ser banido no norte de Toronto nos jardins de infância e em todos os feriados para crianças maiores. Usam como base diversas pesquisas que apontam que não há relação entre quantidade de lição de casa com absorção de aprendizado ou de conteúdo das crianças. “Não há como fazer essa relação porque nosso cérebro é qualitativo e não quantitativo”, diz Marta Relva.
Então, qual seria a medida? Nos Estados Unidos, a Associação Nacional Americana recomenda que o tempo de estudo em casa não ultrapasse os dez minutos no primeiro ano, por exemplo. “O ideal é que comece a ter certa intensidade a partir do segundo, que pode exigir meia hora, depois, 40 minutos, a partir do terceiro, e assim por diante. Tem que ser gradativo”, diz Telma Scott, coordenadora pedagógica do Colégio Sidarta, de Cotia (SP). “E ela vai aprendendo a resolver o que precisa naquele período. Um treino para a vida”, diz.
A tarefa precisa ter um objetivo claro também. “Deve-se perguntar: ela está a serviço de quê? Assim vai ser valorizada em sala de aula e também pelo aluno. Toda lição tem de ter uma função acadêmica e coletiva. Aprender algo sozinho e depois poder levar para o grupo”, diz Cleuza Vilas Boas, diretora do ensino fundamental do Colégio Móbile (SP). O tempo conta muito. Estar no período integral ou ter a agenda cheia pode influenciar muito. “A criança está esgotada? Tem pouco tempo para descansar, brincar ou simplesmente não fazer nada? Se a lição vier depois de uma série de atividades, não há como ela ficar bem.”

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI261045-15153,00.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Retorno

Iniciamos mais um ano letivo... Precisei ficar ausente por uns dias... muitas reuniões e planejamentos.
Iniciar um ano é sempre momento de refletir, traçar objetivos. Queremos um ano melhor, com mais ação . Será que conseguiremos??? O que fazer para concretizar os objetivos traçados????

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aprendizagem e suas implicações: Pais perfeccionistas são mais estressados e menos confiantes

Aprendizagem e suas implicações: Pais perfeccionistas são mais estressados e menos confiantes

Pais perfeccionistas são mais estressados e menos confiantes

Vamos falar dos pais hj... Por que querer a perfeição, se é que ela existe? 

Todos nós queremos ser pais perfeitos. Dar a melhor educação e todo o apoio que nosso filho precisa para se transformar em um adulto saudável e confiante. Mas cuidar e educar uma criança é um desafio que todo mundo adora opinar. Logo você vai sentir uma pressão de amigos e familiares. É um conselho aqui, uma sugestão ali e quando você percebe já está preocupado pensando sobre o que os outros vão achar do jeito que você cuida do seu filho. Pare agora mesmo com isso!

Uma pesquisa feita pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que se importar com o que os outros acham sobre a educação que você dá ao seu filho é capaz de acabar com a sua confiança e aumentar os níveis de estresse.  
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI289145-15546,00.html

O que vc acha??

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dislexia

Cientistas do Children’s Hospital de Boston, EUA, em parceria com pesquisadores da Universidade de Harvard, descobriram que é possível detectar a dislexia - transtorno neurológico relacionado a dificuldades na fala, leitura e escrita - antes da alfabetização. A partir de imagens de ressonância magnética, eles analisaram a atividade cerebral das crianças e perceberam que há diferenças no processamento de informações. O grupo observado era formado por 36 estudantes da pré-escola, com idade média de 5 anos e meio. Eles precisaram responder a questões como: que palavras começam com o mesmo som? A partir da ressonância, os cientistas perceberam que o cérebro das crianças que poderiam ter dislexia apresentavam menor atividade em certas regiões do órgão.

Mas qual é a vantagem de se descobrir a dislexia mais cedo? Para os cientistas, o diagnóstico antes da alfabetização pode facilitar o tratamento. “Nós acreditamos que identificar a dislexia na pré-escola ou antes dela pode ajudar a reduzir os impactos sociais e psicológicos”, explica Nora Raschle, líder da pesquisa. A educadora e psicanalista Nívea Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo, que é especializado em atender crianças com necessidades especiais, concorda. “A identificação real do problema neurológico permite que os pais e os professores montem um projeto de adaptação”, explica. E tem mais: os chamados problemas secundários, como angústia, ansiedade e alterações comportamentais, também podem ser evitados. 
Sinais e tratamento
Fique atento aos sinais que seu filho apresenta: falar tardiamente, ter problemas em pronunciar determinados fonemas, não identificar rimas em músicas, demonstrar falta de coordenação motora, não ser capaz de resolver quebra-cabeças, desinteressar-se por livros impressos, entre outros. É claro que manifestar alguns desses sintomas não significa que seu filho seja disléxico, mas serve como alerta para procurar ajuda de um profissional. “O acompanhamento de neurologistas, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos é importante. Mas o fundamental é o trabalho escolar”, diz Nivea.

A escola deve estar preparada para receber alunos com dislexia. “Isso significa ter um planejamento exclusivo para essa criança de acordo com suas necessidades”, cita a psicanalista. Turmas pequenas são um ponto a favor da instituição de ensino – o professor estará mais disponível para acompanhar cada aluno.

A autoestima de quem tem dislexia costuma ser bastante sensível. “Não entendi!” “Não sou capaz!” Elas podem fazer essas exclamações quando sentirem dificuldades no desenvolvimento da linguagem. Infelizmente, é comum que sejam taxadas de preguiçosas, conta a diretora. Por isso, é importante que se sintam capazes, integrem-se e percebam que podem atingir seus objetivos. É aí que o acompanhamento psicológico vai fazer muita diferença para a vida dessas crianças. 

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI291992-15330,00-DISLEXIA+PODE+SER+DESCOBERTA+ANTES+DA+ALFABETIZACAO.html


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O bom professor

Nosso país necessita urgentemente de bons profissionais. Na escola em que trabalho estávamos precisando de professores. Como é difícil encontrar profissionais de qualidade e abertos para aprender. FIca o questionamento: professor é uma profissão em extinção? Chegou a hora de todos olharem com carinho para nossa profissão, senão nossos netos e bisnetos não terão mais a oportunidade de educação institucional.

A afetividade... É importante na vida das crianças?

Hj li um artigo da folha que achei interessante e gostaria de compartilhar.

Crianças criadas com afeto têm hipocampo maior, revela estudo

DA EFE
As crianças criadas com afeto têm o hipocampo --área do cérebro encarregada da memória-- quase 10% maior que as demais, revela um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS").
A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington de Saint Louis, "sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo", explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.
Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe.
Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. "Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação", ressalta Luby.
A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso "claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior".
Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, "é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro", destaca Luby.
Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.

Garotas leem mais e melhor que os rapazes - Ensino - Gazeta do Povo

Garotas leem mais e melhor que os rapazes - Ensino - Gazeta do Povo

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Maria Montessori

Aprendizagem

Ao aceitarmos que o sujeito se forma a partir da interação com o meio no qual está inserido, compreendemos que o ato de aprender ultrapassa os muros da escola e se instala em toda a existência humana. Portanto, a cada dia aprendemos mais e mais. As experiências fora da escola interferirão na aprendizagem formal.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

retorno

Hj resolvi reativar o meu blog... vamos ver se dou conta...
Beijos