segunda-feira, 12 de março de 2012

Tablets invadem a sala de aula - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

A pergunta é: será que este instrumento substitui os cadernos? nos concursos futuros as crianças não precisarão mais escrever?
No cotidiano educacional nota-se que os alunos possuem uma grande dificuldade de concentração, muita dificuldade na coordenação fina, grafia, ortografia. Será que os tablets, a maioria com internet à disposição, não será mais um motivo de distração? Qual a sua opinião?

Tablets invadem a sala de aula - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

terça-feira, 6 de março de 2012

Crianças que roncam à noite podem ter problemas de comportamento

Estudo com mais de 11 mil delas mostra que ronco e apneia precedem hiperatividade e agressividade
Crianças que têm problemas como ronco e apneia durante o sono costumam desenvolver distúrbios de comportamento Fábio Guimarães
RIO - Um estudo com mais de 11 mil voluntários acompanhados por mais de seis anos descobriu que as mais crianças novas com problemas para respirar durante o sono são propensas a desenvolver dificuldades comportamentais, como hiperatividade e agressividade, assim como sintomas emocionais e dificuldade de relacionamento, de acordo com uma pesquisa feitas pelo Colégio de Medicina Albert Einstein, da Yeshiva University. O estudo, o maior e mais abrangente deste tipo, foi publicado on-line na última segunda-feira pela revista "Pediatrics".
- Esta é a evidência mais forte mostrada por dados de que roncar, respirar pela boca, e apneia (longas pausas anormais na respiração durante o sono) podem ter sérias consequências comportamentais e emocionais para crianças - disse a coordenadora do estudo, Karen Bonuck, Ph.D., professora de medicina da família e social e de obstetrícia e ginecologia e saúde das mulheres no Einstein. - Os pais e pediatras também devem prestar muita atenção a desordens na respiração durante o sono em crianças muito jovens, talvez até mesmo no primeiro ano de vida.
Problemas de respiração durante o sono (SDB, na sigla em inglês) é um termo geral para dificuldades respiratórias que ocorrem à noite. Suas principais características são o ronco (que é normalmente acompanhado por respiração pela boca) e apneia do sono. SBD costumam ocorrer com maior frequência em crianças de dois a seis anos de idade, mas também em crianças menores. Cerca de uma em cada dez crianças roncam regularmente e 2% a 4% delas têm apneia do sono, segundo a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia do Pescoço (AAO-HNS, na sigla em inglês). As causas mais comuns de SDB são aumento das amígdalas ou das adenoides.
- Até agora, nós realmente não temos fortes indícios de que SDB realmente são precedentes de comportamento problemático como hiperatividade - disse Ronald D. Chervin, coautor do estudo e professor de medicina do sono e de neurologia da Universidade de Michigan.
O novo estudo analisou os efeitos combinados dos padrões de ronco, apneia e respiração pela boca no comportamento de crianças. Os pais foram convidados a preencher questionários sobre os sintomas de SDB em seus filhos em vários momentos, entre os 6 e os 69 meses de idade.
Quando seus filhos tinham aproximadamente 4 e 7 anos de idade, os pais preencheram o Questionário de Força e Dificuldades (SDQ, na sigla em inglês), que é amplamente utilizado para avaliar comportamento. O SDQ tem escalas para avaliar a desatenção e a hiperatividade de uma criança, sintomas emocionais (ansiedade e depressão), problemas de relacionamento, problemas de conduta (agressividade e quebra de regras), e comportamento pró-social (prestatividade, capacidade de dividir, etc.) Os pesquisadores ficaram atentos a 15 potenciais variáveis ​​de confusão, incluindo nível socioeconômico, tabagismo materno durante o primeiro trimestre de gravidez e baixo peso ao nascer.
- Descobrimos que crianças com distúrbios respiratórios durante o sono eram entre 40% e 100% mais propensas a desenvolver problemas comportamentais por volta dos 7 anos de idade, em comparação com crianças sem problemas respiratórios - disse Bonuck. - A maior ocorrência era de hiperatividade, mas vimos aumento da incidência em todas as cinco medidas comportamentais.
Crianças cujos sintomas apareceram cedo, aos 6 e aos 18 meses, eram 40% e 50% mais propensas​​, respectivamente, a ter problemas comportamentais aos 7 anos de idade, em comparação com crianças com respiração normal. Crianças com os problemas comportamentais mais graves eram as com sintomas SDB, que persistiram durante todo o período de avaliação e se tornaram mais grave aos 30 meses.
Os pesquisadores acreditam que problemas de respiração durante o sono podem causar problemas comportamentais, afetando o cérebro de várias maneiras: diminuição dos níveis de oxigênio e aumento dos níveis de dióxido de carbono no córtex pré-frontal, interrompendo os processos restaurativos do sono e perturbando o equilíbrio dos diversos sistemas celulares e químicos. Problemas comportamentais decorrentes desses efeitos adversos sobre o cérebro incluem deficiências no funcionamento executivo (isto é, ser capaz de prestar atenção, planejar com antecedência, e organizar), a capacidade de suprimir o comportamento e a capacidade de autorregular a emoção e a excitação.
De acordo com o AAO-HNS, a cirurgia é o tratamento de primeira linha para SDB pediátrica grave nos casos em que as amígdalas e adenoides são ampliadas. Outra opção é a perda de peso para crianças com sobrepeso ou obesas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/criancas-que-roncam-noite-podem-ter-problemas-de-comportamento-4223958#ixzz1oMcAIeRM
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A importância de trabalhar no momento da concentração da criança

"Certamente, aqui está a chave de toda pedagogia: saber reconhecer os momentos preciosos de concentração, a fim de utilizá-los no ensino da leitura, da escrita, do fazer de conta e, mais tarde, da gramática, aritimética e língua estrangeira" (Maria Montessori)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estude Menino: Matemática: Dicas para Estudar Tabuada

Sabemos que a tabuada é uma tarefa difícil de deecorar.
Segue uma dica interessante.


Estude Menino: Matemática: Dicas para Estudar Tabuada

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lição de casa - quais os limites necessários?

João chegou em casa contando para a mãe a solução que havia encontrado para o fim de seu maior drama atual: ele e o colega fariam um “enunciado” para o fim da lição de casa. Do alto de seus 7 anos, ele queria mesmo era dizer “abaixo-assinado”, mas o que importava não era a palavra, e sim o significado que estava dando a ela. Sentindo-se sobrecarregado de tanta tarefa, João só pensa em encontrar um jeito de dar um basta. Sobrou até para o Saci. Após exaustivos dias de muita lição de casa, a professora mandou ler O Saci, de Monteiro Lobato, e, adivinhem: o menino já o encarou como “tarefa chata e exaustiva” e quer ver o personagem bem longe dele.
Lição de casa. Atire aí o primeiro lápis preto quem não se arrepia na hora que ouve essa palavra. Por mais “certinho” que você tenha sido como aluno, aposto que em algum momento você quis mesmo que a hora da lição acabasse logo para fazer outra coisa. É ou não é? Com um filho com mais de 6 anos em casa, você passa ou vai passar esse aperto. (Porque, antes disso, nem pensar! Se houver tarefas para uma criança na educação infantil, que ela seja só um pequeno treino eventual, sem maiores cobranças.) E o tal aperto pode acontecer por razões simples: crianças saudáveis querem sempre transgredir, a falta de tempo é uma realidade e porque, sim, existe lição de casa chata.
A gente carrega este peso com essas tarefas desde o começo do século passado. Foi lá que nasceu a péssima relação desse dever com punição. “Vocês não se comportaram, então vou dobrar a lição de casa de todos”, costumava sentenciar a professora. O mundo mudou, mas o mal-estar continua – e a necessidade do momento de lição de casa também. “O cérebro precisa de um tempo para assimilar individualmente o que foi aprendido em sala de aula. Quando a criança está na classe, o nível de fixação é outro”, diz Marta Pires Relva, professora de neurociência e aprendizagem da Universidade Cândido Mendes – AVM Faculdade Integrada (RJ). Embora o tema esteja na lista de reclamações há tanto tempo, a vida em sociedade hoje complica um pouco mais a história. De um lado, pais que, na maioria, trabalham fora e contam nos dedos as horas por dia que conseguem ficar com os filhos. De outro, crianças mais ágeis e com uma sede de aprender que tem origem – ou estímulos – em outras formas. Para elas, a lição de casa, decididamente, não pode ser como antigamente.
  Medida e foco
Uma coisa é mais do que certa: a lição de casa não deve ser motivo de estresse para a criança. Deve ter sua medida certa e faz parte do trabalho do professor mostrar o sentido e orientar a criança. Essa relação anda tão confusa que no Canadá e nos Estados Unidos há grandes movimentos de pais pedindo limites para o excesso de tarefas, pelo direito de a criança “aproveitar a infância”. Não é a primeira vez que isso acontece, mas o dever chegou a ser banido no norte de Toronto nos jardins de infância e em todos os feriados para crianças maiores. Usam como base diversas pesquisas que apontam que não há relação entre quantidade de lição de casa com absorção de aprendizado ou de conteúdo das crianças. “Não há como fazer essa relação porque nosso cérebro é qualitativo e não quantitativo”, diz Marta Relva.
Então, qual seria a medida? Nos Estados Unidos, a Associação Nacional Americana recomenda que o tempo de estudo em casa não ultrapasse os dez minutos no primeiro ano, por exemplo. “O ideal é que comece a ter certa intensidade a partir do segundo, que pode exigir meia hora, depois, 40 minutos, a partir do terceiro, e assim por diante. Tem que ser gradativo”, diz Telma Scott, coordenadora pedagógica do Colégio Sidarta, de Cotia (SP). “E ela vai aprendendo a resolver o que precisa naquele período. Um treino para a vida”, diz.
A tarefa precisa ter um objetivo claro também. “Deve-se perguntar: ela está a serviço de quê? Assim vai ser valorizada em sala de aula e também pelo aluno. Toda lição tem de ter uma função acadêmica e coletiva. Aprender algo sozinho e depois poder levar para o grupo”, diz Cleuza Vilas Boas, diretora do ensino fundamental do Colégio Móbile (SP). O tempo conta muito. Estar no período integral ou ter a agenda cheia pode influenciar muito. “A criança está esgotada? Tem pouco tempo para descansar, brincar ou simplesmente não fazer nada? Se a lição vier depois de uma série de atividades, não há como ela ficar bem.”

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI261045-15153,00.html