Para as pessoas que queiram discutir a educação, principalmente a aprendizagem das crianças
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
A rotina que faz bem às crianças - Ensino - Gazeta do Povo
Tenho conversado com pais a respeito da rotina das crianças. Notamos, no cotidiano da escola, que muitas crianças apresentam dificuldade em aprender, em resolver os problemas mais simples. Uma das causas desta dificuldade é a falta de rotina e autonomia por parte dos alunos. Este hábito inicia em casa. Crianças sem nenhuma responsabilidade em casa, sem rotina, têm dificuldade em se organizar na sala de aula e, consequentemente, dificuldade na aprendizagem.
Vale a pena ler o artigo a seguir.
Lia
A rotina que faz bem às crianças
Há quem pense que horários definidos servem para colocar as crianças nos eixos, mas a sua utilidade vai além disso. O hábito é importante para o bom desenvolvimento dos jovens
Ensinar uma criança a ter autonomia, segurança e estabilidade e levar isso para a vida adulta não é tarefa fácil. A rotina mostra-se uma grande aliada de pais e educadores que têm esse objetivo. No entanto, enquanto as escolas costumam ter organizados os horários para todas as atividades, em casa, a organização de tempo costuma deixar muito a desejar.
Sem horário definido para acordar, para a alimentação, higiene ou lazer, é comum a criançada apresentar quadros com algum grau de ansiedade e insegurança. Isso acontece porque a infância é a fase da vida em que muitas transformações cena e a instabilidade já se apresenta internamente. “O mundo externo tem de ser organizado para que o potencial biológico da criança se desenvolva [bem]”, diz a pedagoga Sandra Dias Costa, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Diálogo único
Alguns acontecimentos podem tumultuar a rotina das crianças. Cabe à família se organizar para evitar prejuízos aos pequenos:
Em casas separadas
Quando o pai vai para um lado e a mãe para o outro, muitas vezes a criança divide seu tempo entre os dois e, em alguns casos, ganha mais uma casa para morar. Mesmo que a relação entre os pais tenha acabado, ambos precisam definir a rotina da criança e colocar em prática o que foi combinado.
Breaks
As férias e os fins de semana costumam ser sinônimo de descanso, mais lazer e menos responsabilidades. Mas não é recomendável deixar as crianças totalmente livres. Ao menos uma rotina básica, com horários para alimentação e sono não muito diferentes do habitual, ajuda a evitar que a segunda-feira ou a volta às aulas seja um sofrimento.
Sem consenso
Os pais determinam alguns compromissos, porém o cuidador não cumpre, a tia burla e a avó contesta. Essas divergências familiares são comuns, mas atrapalham a educação e a rotina dos pequenos. “Para dar certo, todos têm de ser parceiros e falar a mesma língua”, diz a pedagoga Sandra Dias Costa.
É preciso afeto e flexibilidade
A palavra rotina não deve estar ligada à disciplina rígida e não pode ser estabelecida de forma severa. A pedagoga Sandra Dias Costa explica que a definição de horários e compromissos deve ser feita com afetividade e flexibilidade, de forma que a criança sempre se sinta em um ambiente organizado e possa entender que a rotina pode ser modificada. “Muitas crianças têm agendas cheias de atividades que nem sempre são desejadas. A família precisa conversar e se organizar. Todos devem falar a mesma língua, lembrando que o exemplo dos pais vale muito”, diz.
Para avaliar se a rotina está adequada à criança, alguns sinais podem ser observados. “O cansaço, o ritmo de sono e a alimentação e como a criança está respondendo a isso podem mostrar se ela está conseguindo se adaptar ou não. Às vezes, ela pode apresentar também problemas de retenção de fezes e dificuldades em usar o banheiro”, lembra a psicóloga Manuela Christ Lemos.
Competências
É preciso tentar manter o imprevisível dentro da previsibilidade. “As crianças chegam sem maturidade neurológica ou psicológica em um mundo social já construído. É a rotina que passa segurança e estabilidade e permite que meninos e meninas construam as próprias referências e desenvolvam autonomia”, diz Sandra. Além de questões do desenvolvimento cognitivo, uma rotina bem estabelecida também contribui para estimular competências sociais. Aí entram a pontualidade e a organização nos estudos ou no trabalho, por exemplo.
Para a psicóloga Manuela Christ Lemos, a rotina é essencial também para que a palavrinha mais falada nos últimos tempos relacionada à educação seja assimilada: limites. O hábito seria a base para estruturar os limites. Por meio da rotina, a criança aprende que não tem acesso a tudo o que quer, na hora que bem entende. “Assim ela vai aprendendo a vivenciar as frustrações e percebendo o que é realidade e possível e o que é fantasia ou desejo”, afirma a psicóloga, que é especialista em Terapia Cognitiva Comportamental.
Desde bem pequenos, Luanna e André, 11 e 9 anos, respectivamente, aprenderam com os pais que os compromissos não podem ser deixados para depois, como conta sua mãe, Sandra Mara Barbian, 44 anos. Enquanto André sofre para acordar cedo para as aulas de futebol, Luanna tem a semana dividida entre escola, natação, catequese e aulas de inglês. Mas há espaço para ajustes em alguns horários. “Eles reclamam quando estão cansados para estudar e pedem para continuar no dia seguinte. Às vezes paramos para relaxar e retomamos depois. Mas eles estão bem cientes de que não têm outro caminho: é preciso estudar”, diz.
Gazeta do povo 08/05/2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Noites mal dormidas alteram metabolismo e causam doenças - Saúde - Gazeta do Povo
Noites mal dormidas alteram metabolismo e causam doenças - Saúde - Gazeta do Povo
É importante este texto, pois muitas crianças que apresentam problemas de sono, têm apresentado alterações na aprendizagem.
É importante este texto, pois muitas crianças que apresentam problemas de sono, têm apresentado alterações na aprendizagem.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
O caminho ao aprendizado é árduo; difícil; necessita de pré-disposição... Mas quando alcança o aprendizado... Sensação maravilhosa...
Estudar pode ser chato, aprender, não
Por Paulo Barreira Milet | Eschola.com – 11/03/2012 23:33:00
Aprender é um momento mágico que acontece quando a informação vira conhecimento. Isso é uma transformação que ocorre dentro do cérebro humano. É um click! Aquelas palavras encadeadas que procuravam dar um sentido a um conjunto de informações, de repente, click! Viraram conhecimento. Esse momento mágico é que devia ser o objetivo de qualquer escola. Ensinar a aprender. Ensinar a transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação, que é o próximo passo.
Qual o objetivo do ensino regular? Preparar a pessoa a viver em sociedade, com um conjunto de conhecimentos que permita a ela se inserir nesse ambiente, se relacionar, produzir, consumir, enfim, viver!
Várias são as funções básicas para que isso seja possível. Uma delas é a comunicação, o uso da linguagem para exprimir idéias e sentimentos e compreende-los. Outra é a matemática. A correlação quantitativa das coisas e eventos. Outra mais , a história. O relato dos o quês e por quês que trouxeram o mundo em geral e o nosso país em particular até aqui. Outra, as Ciências, tratando da natureza, do ser humano e das suas interrelações nos níveis químicos, físicos e biológicos. E o nosso ambiente? A Geografia, a ecologia, e as relações sociais.
Esse entendimento, que deveria ser primário, talvez não seja reconhecido pelos alunos como o objetivo do aprendizado. Talvez para eles o mais correto seria dizer: eu estudo para passar, ou estudo para me formar, ou estudo para ter um emprego e ganhar dinheiro.
A finalidade básica do aprendizado foi esquecida e mais do que isso foi deturpada. O estudo virou uma obrigação desagradável, como também o trabalho. Não precisa ser assim. Tanto um (estudo) quanto outro (o trabalho) devem ser atividades prazeirosas. O aprender nunca é chato. Estudar, sim, pode ser.
Imaginem um indiozinho há 500 anos. Quando ele saia com o pai, para aprender a caçar ou pescar, o que era isso? Uma atividade lúdica onde a finalidade era bem clara e que , assim que concretizada, habilitaria o jovem índio para o futuro.
Essa correlação se perdeu atualmente em função da variedade e complexidade das informações e conhecimentos que temos disponíveis para nós e que precisam ser usadas para produzirem informações, ações e conhecimentos que poderemos usar e vender para o nosso sustento.
Alunos, pais e professores, devem descobrir a forma de fazer com que nossos jovens sintam como o jovem índio, que aquele aprendizado tem valor e além disso, é gostoso.
Essa deve ser a nossa busca.
Nossos jovens que estão hoje na faixa do vestibular, em torno dos 18 anos, trabalharão cerca de 50 anos até a aposentadoria, se até lá ainda existir essa figura. Nesses 50 anos, em média trocarão de profissão pelo menos meia dúzia de vezes. Serão técnicos do assunto A, depois gerentes, depois o assunto A vai virar B, a tecnologia criará C que derivará em D e assim sucessivamente.
O aprendizado na faculdade estará tão datado quanto um litro de leite no mercado. Teremos prazo de validade para o nosso conhecimento, que estragará se não for consumido a tempo, ou reciclado.
Temos a oportunidade agora com a Internet. As informações estão lá. Nunca antes pudemos estabelecer uma correlação tão forte quanto agora, entre o que podemos aprender e como podemos aplicar em nossa vida. Muitas das profissões hoje em dia (e cada vez mais) são substancialmente baseadas em informações e o seu tratamento. São o mundo dos bits (jornalismo, direito, tradução, pesquisas, economia, administração..). Essas profissões serão quase que totalmente exercidas via Internet. Nas outras, que tratam do mundo físico (medicina, engenharia...) o componente informação será cada vez maior.
Precisamos aprender sobre processos e projetos independente de “para que”. Precisamos aprender sobre clientes e fornecedores independentes de quais. A metodologia e a tecnologia empregada vai ser a do momento. Não podemos nos apegar a nossa profissão original porque não sobreviveremos. Vamos procurar sempre o porque das coisas e saber que o “o que “ e o “como” são circunstancias.
Vamos aprender sobre pessoas, relacionamentos e comunicação. Entender o que motiva e o que afasta. Entender que apenas duas emoções movem a humanidade. O amor (prazer, satisfação, felicidade) que faz com que procuremos nos aproximar e o medo (dor, raiva) que faz com que procuremos nos afastar.
Aprender o que é natural e o que é cultural. Os dois são importantes. Comer é natural. Comer com talher é cultural. Necessidades fisiológicas são naturais. Usar o banheiro é cultural. Sexo é natural. Com camisinha é cultural. Entender que o cultural é vinculado ao tempo em que a ação se situa. O conceito de certo e errado e bem e mal é cultural e depende do que a sociedade combinou por meio de constituição, leis, portarias, regulamentos, códigos, acordos etc.
Quando será que nossos jovens vão aprender dessa maneira?
Matéria retirada do site: http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Estudar+pode+ser+chato%2c+aprender%2c+n%C3%A3o
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