quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia do Professor

Dia do Professor Por que 15 de outubro? Neste mesmo dia, no ano de 1827, o então imperador, D. Pedro I, baixou um Decreto Imperial, criando o Ensino Elementar brasileiro. O Decreto dizia que todas as cidades, vilas e até mesmo vilarejos, deveriam ter escolas de primeiras letras. E cento e vinte anos depois, em São Paulo (1947) aconteceu a primeira comemoração em uma escola, idealizada por uma professora, a qual sugeriu uma confraternização entre alunos e professores. E somente em 1963, foi oficializada a data como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682. Hoje me pergunto, como entrei na área da Educação? Em primeiro lugar a escola sempre foi um local do meu agrado. E talvez esta foi uma das razões determinantes para tal escolha. Fiz Magistério e desde cedo já tive contato com a sala de aula. Dentro na profissão escolhida, Fonoaudiologia, o que mais me atraia eram as questões ligadas à aprendizagem escolar. Tive muitas experiências, dentro e fora da escola, e nestas aprendi e como aprendi... Hoje entendo a importância de ser professor... Não aquele que entra na sala de aula para dar aula e sim aquele que acredita em fazer a aula... Fazer com... fazer junto... fazer ensinando ... fazer aprendendo. Paulo Freire fala que quando se ensina se aprende e vice versa. Todo o professor que faz a aula junto de seus alunos consegue entender esta afirmativa. Talvez a profissão de professor seja uma das únicas que vai muito além do seu objetivo primeiro, que é o de ensinar. Pois ao mesmo tempo em que ensina, o professor precisa ter domínio da turma, saber estabelecer vínculos, conseguir administrar as questões emocionais, sociais e cognitivas, tudo ao mesmo tempo. Precisa planejar, e precisa mesmo, além de ter que corrigir, devolver, revisar, e assim por diante. O professor vai além do “ ter que cumprir com o currículo”, pois quantos obstáculos encontra para chegar no cumprimento. E será que é fácil ensinar??? Cada um tem seu estilo de aprender... Como conseguir ensinar para 20, 25 até mesmo 30 ao mesmo tempo, sabendo que cada pessoa tem sua forma de aprender, assim como seu ritmo, suas especificidades... Ah se todos os alunos soubessem como é difícil ministrar todos estes aspectos ao mesmo tempo. Como seria bom se as famílias entendessem que a turma dos seus filhos não se resume a ele somente. E que tudo o que acontece na sala de aula, no interior da escola, faz parte de um contexto. Como qualificar um bom professor... Os adjetivos são inúmeros, então me prenderei a um só. O professor e a professora precisam ser comprometidos... Comprometidos com o que falam, com o que fazem, com o que escutam, com o que observam, com cada passo dado. Ser comprometido é não ter medo de alçar, entender o contexto numa visão macro e não minimalista. Ser comprometido com seu planejamento ( ah sim... é preciso planejar), é elencar objetivos e buscar estratégias, projetos que consigam chegar aos objetivos propostos. Ser comprometido com a Instituição de Ensino que fazem parte. Se ali está é porque foi de sua escolha e também porque tem uma história a se construir naquele local. Fazer parte de é se responsabilizar por... Ser responsável pela Instituição, abraçando as causas. Ser comprometido é honrar a profissão escolhida. É entrar na escola sorrindo, sabendo que aquele dia é único e nele mergulhar para tudo o que precise ser feito. Ser comprometido na profissão de professor e tratar o outro com amorosidade, olhando no fundo dos olhos, acreditando naqueles que estão no seu caminho e dependem de você. Se comprometido é saber cuidar. Cuidar com carinho, das pequenas às grandes coisas... Cuidar do outro, acolher, olhar, entender, dialogar. Se comprometido é constantemente estudar, pesquisar, inovar, questionar, sair da zona de conforto, alçar, não se conformar. Buscar soluções, ser inquieto, ter seu ponto de vista, mas não se fechar a eles. Estar aberto para novas descobertas. Ser comprometido com seus pares. Saber dividir, compartilhar, dialogar, trabalhar com e não sem o outro. Ser comprometido é refletir acerca da sua própria prática, dos seus conceitos e pré-conceitos. Saber que muito precisa continuar, mas também há o que seja necessário mudar. Sou sim uma amante da Educação, acredito sim que podemos mudar a sociedade, a política, os governantes por meio da Educação. Mas de nada adiante se antes não fizermos a nossa parte, pequenas ações éticas, as quais não nos envergonhem. Precisamos de pessoas, professores e professoras que sonhem alto, mas que não fiquem apenas nos sonhos. Colocar as mãos na massa, saber que se pode fazer a diferença. Ter esperança, sorrir, lutar, esbravejar, conquistar e tudo com muito afeto e muito amor. Sim AMOR, a palavra que deveria ser norteadora de todas as ações de cada cidadão. O mundo clama por afeto e por amor.... Termino com a frase do Gonzaguinha “ Vamos lá fazer o que será”... Feliz dia do Professor, educadores e educadoras!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Uma bagagem compartilhada: Especial de 3 meses

Uma bagagem compartilhada: Especial de 3 meses: É, 3 meses já se passaram, e quem diria hen!! Na realidade para mim parece um ano, dois, uma vida que estou vivendo em Granada, mas ao mesm...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nascidos na era digital

Hoje iniciamos um grupo de estudos... Nosso objeto de estudos são as crianças nascidas na era digital... Algumas questões acaloraram nossa discussão: * O ritmo acelerado do grande avanço tecnológico reflete na aprendizagem das crianças . * Observamos no cotidiano educacional que as crianças estão mais desatentas, com dificuldade de concentração, alteração no processamento auditivo , dificuldade de aprofundar o conhecimento, etc... * Concordamos que precisaremos fazer as conexões das diversidades da instituição família para entender o que reflete na escola. * Levantados uma questão : será que as crianças hoje aprendem mais de forma visual e/ou cinestésica e menos auditivos? Estes serão alguns dos disparadores do grupo. Até mais Lia

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Aprendizagem e suas implicações: Início de ano letivo

Aprendizagem e suas implicações: Início de ano letivo

Início de ano letivo

        As aulas iniciam... Ver os olhos brilhando de alegria, a satisfação dos pais em iniciar mais um ano, a insegurança dos alunos novos buscando a adaptação.
       Mas uma coisa que me chama muito a atenção é a forma que as famílias lidam com a escola. Algumas apresentam confiança e segurança, o que auxilia na adaptação. Outras ainda inseguras, passam essa insegurança para os filhos. Há aquelas que simplesmente depositam as crianças na escola.
Para mim, escola e família precisam estar em sintonia, buscando a melhor educação para as crianças. Trabalhar juntos, para que o desenvolvimento torne-se ação prioritária.
    Tenho convivido com algumas famílias que têm dificuldade em impor limites nos filhos, que no cotidiano familiar não dão responsabilidades e tarefas para as crianças. Para estes alunos vemos a dificuldade que encontram em solucionar pequenos problemas, cuidar dos seus pertences, e até mesmo nas relações sociais, pois na hora da brincadeira, da atividade em grupo nem sempre sua opinião irá imperar. Crianças superprotegidas podem apresentar dificuldade em aprender, não por terem obstáculos cognitivos, mas por não terem autonomia de ação e pensamento.
    Desta forma, a orientação para a família torna-se importante. Mostrar que dizer não, ser firme também são formas de amar.
   Que este ano seja um ano de trabalho mútuo, de fazer com que os alunos resolvam seus problemas, busquem o conhecimento, se relacionem, sejam incentivados na curiosidade e na criatividade.

Bom ano a todos!!
Lia



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do professor

Hoje é o dia do professor


    O que falar dos educadores? Lembro-me com muito carinho de todos os meus professores e minhas professoras, Daqueles que fizeram a diferença e de outros nem tanto. Acredito que muito do que sou hoje devo a eles, pessoas que de alguma forma, interferiram nas minhas aprendizagens.
     Busquei a área da educação, pois a escola sempre foi um local de prazer para mim, local em que aprendi além dos conhecimentos. Aprendi a valorizar os instantes, a respeitar o outro, as diferenças. Aprendi a escutar uma boa música e apreciar uma obra de arte.
    Penso hoje qual é a nossa função de educadores em uma sociedade diferente, cheia de informações, de diferentes valores, diferentes organizações da família... É, a nossa função é educar, fazer a diferença, acreditar e respeitar cada ser humano que na nossa frente está. É saber dizer sim e não, cumprir com as palavras, ser coerente com as ações.
    Para os alunos somos modelos, somos referência. Isto é de muita responsabilidade... 
     Gosto de trabalhar com as crianças e com aqueles que serão professores... Entender os olhares dos alunos, os silêncios, as raivas, os gritos, as risadas, enfim, qualquer tipo de reação.
     Parabenizo todas as minhas alunas que estudam para ser professoras, todas as professoras que fazem parte da minha equipe, todos os professores que eu tive, enfim, aqueles professores que hoje fazem a diferença...
   Espero que não sejamos lembrados apenas hoje, mas sempre...

Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.
Paulo Freire

domingo, 14 de outubro de 2012

Aprendizagem da geração delivery

Hoje resolvi falar um pouco desta geração que está ai, aquela que recebemos todos os dias nas escolas. Uma geração que nasceu na década de 90, já inseridas na sociedade da informação. Para Pozo, a sociedade da informação nem sempre pode ser chamada de sociedade do conhecimentos, pois nem toda a informação é transformada em conhecimento. Esta questão é importante para pensarmos que os alunos estão a todo tempo imersos nas informações. estímulos. Por um lado é positivo, pois há uma abertura para uma cultura geral, mas por outro lado entende-se que muitas destas informações perdem-se e podem chegar à uma desatenção nunca vista na escola. Fazendo um levantamento indireto, sem fazer uma pesquisa profunda, nota-se que nunca houve tantos alunos sem concentração e atenção. Nunca foi obtido tantos diagnósticos de TDAH. O que está acontecendo? Acredito que uma das causas é o grande avanço do desenvolvimento das TICs. A tecnologia caminha num desenvolvimento tão grande que não conseguimos dar conta das transforações rápidas. Isso auxilia na injeção de diversos estímulos, seja pelo vídeo game, pelo computador, enfim, com as novas formas de lidar com o mundo. Hoje eu aperto um botão e falo com o outro lado do mundo, não preciso memorizar telefone, memorizar os compromissos. As agendas eletrônicas fazem com que a gente utilize de forma precária a memória, a qual, para Vigotski, é uma função cognitiva superior, necessária para a aquisição da linguagem. Outra mudança que revolucionou foi a questão dos instantâneos e do delivery. Passo de carro, pego meu lanche e posso comer no próprio carro; fervo a água, em dois minutos meu macarrão já está pronto. Ligo e peço meu jantar... O mundo está eletrizante, não há tempo para refeição, para a comensalidade, como Leonardo Boff fala, sentar á mesa, conversar, saborear a comida feita por mais de uma hora. Saborear, aproveitar, aprofundar, são palavras esquecidas. O mundo delivery faz com que as pessoas, entrem eletrizantemente,na correria, sem olhar, perceber, saber esperar. Saber esperar é um ato que esta nova geração precisa aprender. Ter paciência, saborear os momentos, não decidir no aqui e agora, precisa aprender a digerir os acontecimentos para tomar decisões. Aqui fica a dica para nós educadores, tento da escola, como da família, fazer com que as crianças aprendam a aprofundar os conhecimentos, saborear os momentos e saber parar... Fica a dica. Abraços a todos, Lia